A Halitose

O que é, quais as causas e como se diagnostica

Todos os direitos reservados. É proibida a cópia ou transmissão dos conteúdos sem autorização prévia do Instituto do Hálito.

Auto-percepção

Quando um paciente procura ajuda médica para o tratamento do mau hálito, é difícil dissuadi-lo de que pode é possível sentir-se com halitose mas não a ter verdadeiramente. Diversos centros mundiais (incluindo o Instituto do Hálito), relatando a sua experiência com pacientes com queixas de halitose, referem encontrar uma associação fraca ou mesmo inexistente entre a auto-percepção da halitose e a presença real de mau dor.

Esta constatação é confirmada por estudos epidemiológicos em amostras populacionais de grandes dimensões. Os inquéritos realizados a milhares de pessoas sobre a sua auto-percepção de halitose e posteriores testes do hálito (através de aparelhos de medição da concentração de CSVs e exames organolépticos do ar expirado por juízes de odor) mostraram não haver uma associação estatisticamente significativa entre as duas.

De facto, muitas pessoas sentem ter halitose quando a não têm. Por outro lado, as pessoas que têm halitose verdadeira geralmente não a sentem devido a fenómenos de fadiga olfactiva (habituação ao odor). Ao contrário do que a maioria da população pensa, é hoje bastante claro que a auto-percepção da halitose, por parte das pessoas em geral, tem pouca objectividade.

A auto-percepção de halitose não deverá, pois, ser usada como método de diagnóstico, nem por parte dos pacientes (para retirar ilações sobre o próprio hálito), nem por parte dos profissionais de saúde (para a instituição de um plano terapêutico). À sua baixa fiabilidade juntam-se ainda várias condições de carácter psicológico ou psiquiátrico podem influenciar a auto-percepção de uma pessoa e/ou incluso a ideia que esta tem sobre a percepção de outros em relação ao seu hálito (Halitose de origem neuro-psicológica).