Tratamento

O que pode ser feito contra a halitose

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Protocolo HCP Arthyaga®

O HCP Arthyaga® (Halitosis Clinical Protocol Arthyaga) é um protocolo clínico criado por investigadores do Instituto do Hálito para o tratamento da halitose. A sua filosofia inovadora de tratamento estabelece uma metodologia estandardizada para o diagnóstico, terapêutica e controlo dos tratamentos. Esta metodologia envolve a selecção dos exames de diagnóstico a realizar, a interpretação dos dados obtidos e os critérios para prescrição de tratamentos tendo em vista o êxito clínico.

Desenvolvimento

Quando surgiram as primeiras consultas de halitose (final dos anos 90), assistiu-se a um maior enfoque no diagnóstico e tratamento dos pacientes. No entanto, o processo assentava na altura numa base empírica e, apesar dos esforços individuais de vários investigadores, alcançava taxas de êxito modestas (cerca de 50% dos casos eram solucionados com êxito). Nos últimos anos, procurou-se atingir um sucesso clínico mais elevado através de estudos sistemáticos e unificados, testados em amostras representativas de pacientes. Neste contexto, o Instituto do Hálito propôs-se criar um protocolo clínico cientificamente comprovado que maximizasse a probabilidade de êxito, tendo em conta a especificidade da patologia e a multiplicidade das suas causas.

O projecto de criação deste protocolo – baptizado Arthyaga – envolveu uma task-force constituída por mais de 20 investigadores clínicos oriundos de vários países. Após um processo meticuloso de investigação laboratorial, o IH iniciou uma fase de ensaios clínicos preliminares. Em 2007 teve início o teste em larga escala da versão final do protocolo na Península Ibérica, coordenado pelo Prof. Doutor Jonas Cameira Nunes. Durante 4 anos, o protocolo foi posto à prova perante centenas de pacientes com queixas de halitose das mais diversas origens.

O processo de avaliação da eficácia do protocolo envolveu a peritagem de um painel imparcial constituído por 2 autoridades internacionais de renome, indicados pelo presidente da International Society for Breath and Odor Research, o japonês Prof. Doutor Ken Yaegaki (Japão). O painel de experts, designadamente o Prof. Doutor John Greenman (Reino Unido) e a Prof. Doutora Giuseppina Campisi (Itália), foram unânimes em validar o elevado êxito do protocolo nos seus relatórios finais. O protocolo foi defendido publicamente na Universidade de Sevilha em Dezembro de 2010, perante um júri de autoridades científicas pertencentes a 4 universidades distintas. Foi-lhe atribuída a distinção máxima (cum laude).

Como resultado desse processo, HCP Arthyaga® alcançou o estatuto de patente científica com vigência internacional. Actualmente, está a ser utilizado pela rede de centros clínicos da Península Ibérica associados ao Instituto do Hálito.

A task-force que desenvolveu o HCP Arthyaga® continua a sua actividade de investigação para o aperfeiçoamento e actualização consoante do protocolo, em linha com os avanços tecnológicos mais recentes. Paralelamente, a equipa tem publicado vários artigos científicos em revistas de referência e apresentado o seu trabalho em vários congressos internacionais.

Êxito clínico

A taxa de êxito obtida com o HCP Arthyaga® foi a mais elevada até à data, de acordo com as principais bases de dados médicas internacionais (PubMed/Medline, Scopus, ISI-Web of Knowledge, etc.). Numa amostragem de 704 pacientes que procuraram tratamento específico para a halitose, 96,6% obtiveram a resolução completa da halitose, 0,6% obtiveram uma resposta biológica (apesar da halitose ter sido eliminada, estes pacientes não se sentiam psicologicamente curados), 1,0% obtiveram uma resposta parcial (não se registou uma resolução completa apesar da halitose ter diminuido) e apenas 1,8% manifestaram resposta nula (não se registou qualquer melhoria). As perturbações obsessivas relacionadas com a crença irreal de possuir halitose (halitofobia) ainda são os casos mais difíceis de tratar dada a irredutibilidade destes pacientes em aceitar a sua condição e submeter-se a um tratamento psicológico/psiquiátrico.

Tipos de halitose Amostra Tipos de resposta
Completa Biológica Parcial Nula
Genuína
545
96,9%
0,7%
1,3%
1,1%
Pseudohalitose
144
100%
0,0%
0,0%
0,0%
Halitofobia
15
53,3%
0,0%
0,0%
46,7%
Total
704
96,6%
0,6%
1,0%
1,8%
Frequências do Tipo de Resposta ao tratamento segundo o tipo de halitose para uma amostra de 704 pacientes.

Para além da taxa de êxito alcançada no tratamento da halitose, a aplicação do protocolo HCP Arthyaga® traz ainda outros benefícios importantes para os pacientes:

  • Permite um diagnóstico mais rápido e fiável
  • Limita a quantidade de exames complementares necessários
  • Permite diagnosticar precocemente doenças cujo primeiro sintoma seja a halitose
  • Minimiza o tempo e número de consultas necessárias no tratamento
  • Elimina a utilização de produtos para tratamento sem evidência científica
  • Permite um acompanhamento mais próximo do paciente por apenas um profissional especializado
  • Assegura a manutenção dos resultados obtidos através de uma rotina de controlo pós-terapêutico

Aplicação clínica

O protocolo HCP Arthyaga® é composto por três fases: diagnóstico (1ª consulta), terapêutica (2ª consulta) e controlo (consultas subsequentes, a necessidade varia consoante a causa).

Diagnóstico

Guião sistemático de recolha e análise de dados para definir o plano terapêutico. É caracterizado por uma bateria de exames de diagnóstico que podem incluir o estudo computorizado do hálito através de cromatografia gasosa, estudo da saliva e função das glândulas salivares, testes microbiológicos BANA®, PHmetria da língua, teste colorimétrico Halitox®, prova da beta-galactosidade, e outros exames (hemograma, glicemia de jejum, ureia, creatinina, ácido úrico, perfil lipídico, urina tipo II, proteína C reactiva, teste do desafio da colina, teste da ureia, teste do permanganato, anticorpos anti-nucleares, prova do látex, Waller Rose, sialografia das glândulas salivares, biopsia do lábio, TC dos seios perinasais, endoscopia digestiva, entre outros…).

Terapêutica

Realização dos procedimentos clínicos ajustados a um quadro de correspondência causa-tratamento visando a eliminação da halitose e dos efeitos físicos e psicossociais concomitantes. Inclui a instituição da terapêutica adequada às causas individuais apuradas na primeira fase e pode ser caracterizada pela prescrição de medicamentos, orientações individuais de higiene e alimentação, sessões de profilaxia e higiene oral e nasal, intervenções terapêuticas médicas e cirúrgicas, instrução ao paciente dos factores condicionantes da sua halitose, suporte psicológico, etc.

Controlo

Série de procedimentos com vista à recolha de dados que atestem os resultados positivos obtidos, e orientação do paciente para assegurar a manutenção dos mesmos.