A Halitose

O que é, quais as causas e como se diagnostica

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Provas laboratoriais

Existem sete provas laboratoriais frequentemente usadas no diagnóstico e investigação em halitose:

Teste BANA

É um método de medição de halitose que se baseia na detecção de uma enzima característica de algumas bactérias proteolíticas Gram-negativas obrigatórias. Esta enzima degrada o benzoyl-DL-arginine-α-naphthylamide (BANA), um substrato sintético da tripsina, que forma um composto colorido. A maior limitação deste teste é que não determina o papel específico das diferentes espécies bacterianas na produção de halitose. Está fortemente correlacionado com a doença periodontal e a presença de saburra lingual.

Sensores químicos

São sensores colocados numa sonda com o propósito de medir diversos compostos voláteis (amónio, metil-mercaptano, etc.). Estes sensores geram uma voltagem electroquímica proporcional à concentração dos elementos presentes nos compostos a serem medidos. Esta voltagem é medida em relação ao ponto de operação de um elemento de referência e a medição é obtida por uma unidade electrónica, e mostrada por um código digital. Recentemente foi desenvolvido um complexo sistema de sensores químicos, que popularmente foi denominado como “nariz electrónico”.


Prova da β-galactosidase

A β-galactosidase é uma das enzimas mais relevantes envolvidas na desglicosilação das glicoproteínas, sendo uma das etapas iniciais da produção de mau odor. A actividade de esta enzima pode ser facilmente quantificada utilizando um substrato cromogénio absorvido num disco de papel de cromatografia. A saliva aplicada ao disco de papel pode induzir uma mudança de cor no papel, que pode ser anotada por um examinador (0= sem cor; 1= cor azul claro; 2= cor azul moderada a escura).

Prova da incubação salivar

Realiza-se colocando uma amostra de saliva colectada de uma pessoa num tubo de ensaio. O odor pode é medido por um examinador depois de incubar o tubo durante várias horas, a 37ºC numa câmara aeróbia, numa atmosfera de 80% de nitrogénio, 10% de dióxido de carbono, e 10% de hidrogénio.


Monitorização de amónio

Os pacientes são instruídos a enxaguar a boca com uma solução de ureia durante 30 segundos, e depois manter a boca fechada durante 5 minutos. Um monitor portátil que contém uma bomba, envia ar por um tubo de gás detector de amónio, conectado a um dispositivo bucal dentro da boca do paciente. As concentrações de amónia podem ser lidas directamente a partir de uma escala.

Método da ninhidrina

É um método utilizado para detectar aminas de baixo peso molecular no ar expirado. Este método consiste na recolha de uma amostra de saliva que é misturada com isopropanol e centrifugada. O sobrenadante é diluído com isopropanol, solução tampão (pH 5), e com o composto ninhidrina. Esta mistura é colocada em banho-maria durante 30 minutos, depois arrefecida a 21º e diluída com isopropanol num volume total de 10ml. Utiliza-se um espectrómetro para as leituras de absorvência de luz.


Polimerase Chain Reaction (PCR)

A PCR em tempo real, utilizando o sistema Taqman®, é usada para quantificar as bactérias orais produtoras de CSVs. Serve-se de uma sonda de oligonucleótido com una extensão fluorescente que híbrida com o ADN ou o ARN pretendido.