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Como combater, eliminar, curar a halitose ou mau hálito? 2017-12-28T22:32:09+00:00

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As 13 perguntas mais frequentes sobre o mau hálito.

O Dr. Jonas Nunes, diretor do Instituto do Hálito e da Unidade Hospitalar de Halitose do Centro Teknon em Barcelona, responde às perguntas mais frequentes sobre o hálito humano.

02. Como combater, eliminar, curar a halitose ou mau hálito?

De vários pontos do globo, estamos a receber numerosos e-mails de pessoas que nos perguntam como combater, eliminar ou curar a halitose. A resposta é imutável: “a nossa taxa de êxito é muito elevada porque o tratamento utilizado está dirigido à origem e de natureza correspondente ao tipo de halitose identificada”. A nossa missão tem sido divulgar com o máximo rigor científico o tratamento na origem do problema. Uma pessoa que reflita sobre este tema compreenderá que esta é a única resposta com sentido.

As expressões “mau hálito” ou “halitose” encontram-se desprovidas de um significado etiológico (da causa), somente indicando que existe uma alteração no odor do ar expirado, seja pela boca ou pelo nariz). É como perguntar como se cura uma pessoa doente. Obviamente, primeiro é preciso saber qual é a doença presente. Ainda que comercialmente seja tentador publicitar um produto como a “cura” ou a “solução” para o mau hálito, analogamente todos sabemos que não existe na medicina um medicamento ou uma terapêutica universal que cure a doença. Ora, o mesmo ocorre com a halitose. Existem mais de 80 causas com origem em distintas partes do organismo, logo é uma ingenuidade querer acreditar que há um tratamento para todas elas.

Uma pessoa que padece de mau hálito encontra-se frágil devido ao impacto grave que a halitose provoca na sua vida, sendo presa fácil de todas as novidades publicitadas na comunicação social e na internet. Alguns pacientes chegaram-nos mesmo a referir que, apesar de não acreditarem que algo tão ilógico e desprovido de fundamentação científica como um disco de aço com propriedades curativas para o mau hálito anunciado na internet, o desespero levou-as a adquirir esse produto.

“O mais razoável é confiar num profissional de saúde especializado que averigue a causa da halitose e proporcione o diagnóstico e tratamento correspondente”.

Primeiramente, deve-se apurar qual é a causa do mau hálito: em medicina chama-se a obtenção do diagnóstico etiológico. Se a causa não é claramente identificável (como seria nos casos de uma má higiene oral; ou a existência de focos infeciosos evidentes, etc.), é aconselhável procurar uma consulta especializada de halitose. Nesta consulta, depois de descoberta a causa, é elaborado o plano de tratamento correspondente à luz da medicina (por exemplo, a toma de inibidores de bombas de protões geralmente são bem-sucedidos no tratamento do refluxo gastroesofágico, no entanto, se a causa é uma hipossalivação grave, uma solução eficaz seria a toma de um fármaco parassimpaticomimético). Depois de ser alcançado o diagnóstico etiológico (por exemplo, “halitose por hipossalivação”), temos então um significado fisiopatológico para a halitose com a correspondência terapêutica, pois sabemos exatamente o que a desencadeia.

Ironicamente, continuamos a ver a pacientes com mau hálito que vêm à consulta pela primeira vez e que já possuem uma higiene oral irrepreensível e, de forma exagerada, persistem em utilizar elixires ou colutórios orais ininterruptamente várias vezes ao dia. Apesar dos esforços, este não está dirigido à origem da causa. Pulverizar compulsivamente a sala com um desodorizante ou com um líquido desinfetante não elimina eficazmente um mau cheiro se a origem deste está na cozinha.

Mesmo os elixires de uso oral que contêm antimicrobianos, contêm também certos desodorizantes como a menta, o que pode provocar a ilusão de que se está a atuar sobre a origem do problema pois o mau odor parece que desaparece. No entanto, se minutos mais tardes o mau odor reaparece, a conclusão lógica é que afinal a origem não está na boca. A simples libertação de um odor a menta –que geralmente é mais intenso que o mau odor presente– mascara-o por uns 15 a 30 minutos. Isto é, na verdade não houve um efeito eliminador, mas sim um efeito dissimulador (pois o olfato humano detecta geralmente o odor mais intenso)

A conclusão é simples: em vez de persistir de forma compulsiva com tratamentos que já foram provados como ineficazes, o mais razoável é confiar num profissional de saúde especializado que averigue a causa da halitose e proporcione um diagnóstico e o tratamento correspondente.

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Conheça o seu hálito.

Sabia que pode estar a padecer de mau hálito sem dar-se conta? Muitas pessoas sofrem de halitose ou mau hálito de forma habitual, independentemente do género, da idade ou da classe social. Além disso, a halitose pode provocar efeitos profundos na autoestima, chegando a converter-se num fator de discriminação e exclusão social.

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